Alternativas Éticas™®

“Os Experimentos em Animais ATRASAM o progresso da ciência”

A linha (tênue?) entre o fetiche e a necessidade… Maio 11, 2010

Filed under: alternativas,anti-ético,peles — мαℓυ™® @ 19:18
Em uma discussão entusiástica entre um amigo e eu, como de costume, ouvi mais do que falei, é que preciso aprender mais sobre o veganismo, sobre a ética animal, não porque pessoas que respeito teriam forte poder de influência sobre minhas atitudes, mas porque é algo que me importo deveras.
Li a Ética Prática (Peter Singer) e captei o ponto de vista, sábio e demasiadamente sensato. Somos iguais, eu e o frango porque ambos sentimos dor e prazer, temos assim iguais interesses na cadeia do viver, logo merecemos o mesmo direito à vida.
De onde vem a necessidade de comer animas (irracionais?)?
E de onde vem o fetiche de usar a pele de avestruz para fabricar bolsas, sapatos, etc?
Ambos construídos socialmente já que, naturalmente, não precisamos comer animais (irracionais?) para continuar vivendo. A prova são os vegans e os vegetarianos, que vivem muito bem. E também não precisamos da animal para nos manter protegidos do frio e do calor.

Parar de usar roupas, cintos e bolsas de pele de Jacaré é obviamente mais fácil já que temos ainda uma vasta variedade dessas mercadorias que não são feitas de pele animal. O algodão (sem querer entrar no mérito do direito vegetal, ainda) é abundante, usá-lo na fabricação de roupas tem menor custo e é mais popular.
Parar de comer galinhas já não me parece coisa que possa ser transformada no hábito alimentar do brasileiro, por exemplo, assim como parar de comer peixe no Japão.
Não seria importante relevar as condições de vida humana, especialmente quando milhões de nós não temos a garantia de sequer comer diariamente? A nossa dignidade não poderia ser levada em conta? É que a fome e a miséria não me parecem ainda coisas que devam ser tratadas como fatos isolados ou hipóteses. Não existe uma hipótese de que agora alguém em bairro miserável de Aracaju não tem o que pôr na boca para se alimentar. Isso não é suposição, É fato. Alguém ainda duvida? Preciso provar matematicamente?
Aqui eu gostaria de TENTAR distinguir fetiche de necessidade.
Fetiche é o poder puramente simbólico exercido e absolvido então como necessidade. Comprar uma bolsa porque se precisa guardar objetos enquanto se locomove não é o mesmo que comprar uma bolsa pelo fato de ela ser de couro e possuir a etiqueta da Louis Vuitton. O que o fato de ela ser de couro e possuir uma etiqueta da Louis Vuitton vai interferir na primeira utilidade da bolsa?
Necessidade é a falta de algo indispensável. Comer galinha é indispensável? É evidente que não! Pode-se substituir uma galinha por uma moqueca de soja, tranquilamente. Mas é nessa afirmação que a ética começa a me escapar entre os dedos. Estou tentando segurá-la, creio que perceberam. Posso exigir de mim tal atitude quando, embora eu, não tão tranquilamente, mas sim possivelmente, possa fazer essa substituição? Com esforço conseguirei.
Mas o que é mais importante para o ciclo da vida do qual eu e o frango fazemos parte? Deixar de comê-lo ou permitir que esse ciclo continue como há centenas de anos continua? O que é menos destrutivo para nós dois? (NÓS DOIS) que eu deixe de comer animais (irracionais?), que eu lhes permita a vida a todos sem nenhuma interferência? que eu me reconheça igual nos interesses, portanto participante da mesma cadeia alimentar, portanto participante do mesmo ciclo da vida?
É a toa que leões comem cervos? Será mesmo por que, supostamente ou hipoteticamente, ele é irracional? Ou será porque isso que comumente chamamos de natureza está a anos luz de nossa importantíssima, porém ainda obscura filosofia?
Quanto mais tento explicar meus pensamentos mais dúvidas emergem! Seria assim se não fôssemos humanos? (rsrs)
Apropriamos-nos do tempo, nosso e de todos os nossos irmãos naturais!
E para que propósito?
Para atendermos a URGÊNCIA dos nossos Fetiches!! E não das nossas Necessidades!!
ISSO NÃO SERIA MAIS DESTRUTIVO?
Mas quanto a nossa DIGNIDADE, (embora culturalmente concebida) pode deixar de ser importante para o ciclo da vida?
Nosso grande problema, creio eu, queridos amigos, não é comer animais mas destruí-los aos milhares pelo prazer de nossos fetiches, assim como destruimos a nós mesmos, aos milhares, pelo mesmo prazer.
Tento ser sensato. Não creio que estou tendo uma idéia reducionista e simplista, muito pelo contrário. A natureza, toda ela, me incluo e vos incluo… é impossível de ser tratada como intocável. Não estaria aí o reducionismo do ideal veganiano?
Quero saber, preciso conhecer as opiniões. Porque estudar o meio ambiente não é algo digno de expressão de nojo. Porque se negamos o meio ambiente, negamos a nós mesmos. E aí, caríssimos, nunca saberemos do que estamos falando!
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KNORR – CALDO PARA ARROZ COM ALHO E CEBOLA (TEM GALINHA) Maio 5, 2010

Filed under: alimentação,anti-ético,carne,knorr,produtos — мαℓυ™® @ 14:33
VEGETARIANOS – KNORR – CALDO PARA ARROZ COM ALHO E CEBOLA (TEM GALINHA)

De: Noemi Domingues de Carvalho
Assunto: VEGETARIANOS – KNORR – CALDO PARA ARROZ COM ALHO E CEBOLA (TEM
GALINHA)
Para:
Data: Terça-feira, 4 de Maio de 2010, 11:29

*Colegas vegetarianos,*
**
*Sou vegetariana há 26 anos, e consumo produtos naturais, obviamente.*
*Costumo utilizar temperos de ervas e há algum tempo, usava um “caldo” da
Knorr que diz ser de alho, cebola e salsinha.
Eu não tinha reparado que está escrito na caixa, em fonte bem pequena, que
contém galinha.*
*PAREI DE CONSUMIR, LÓGICO.*
**
*Mandei e-mail à Knorr, que me retornou dizendo que a quantidade é pequena,
e eu respondi que não vou mais usar, enquanto tiver “vida animal”.*
**
*Aos interessados em produtos semelhantes, vale a pena mostrar aos
fabricantes que o público vegetariano já é bem grande e que a opção de ser
vegetariano é séria.
*
*abraço*

———- Mensagem encaminhada ———-
De:

Data: 3 de maio de 2010 08:54
Assunto: RE: Re: KNORR – CALDO PARA ARROZ COM ALHO E CEBOLA
Para: noemidomin@globo.com

Prezada Noemi,

Agradecemos o contato e o seu envolvimento com a marca Knorr.

Ficamos muito felizes com sua iniciativa de compartilhar conosco sua
opinião, pois ela é um importante reconhecimento do trabalho realizado por
nossa empresa.

Com relação à sua sugestão para alteração nos ingredientes dos produtos
Knorr, informamos que ela foi registrada e encaminhada às áreas envolvidas
nesta questão.

Tenha certeza de que toda sugestão é fundamental para conhecermos as
necessidades de nossos consumidores e apresentarmos sempre uma boa novidade.

Continuaremos à sua disposição sempre que desejar, pois sua participação
será sempre bem-vinda.

Abraços,

Betania B. Gattai

Serviço de Atendimento ao Consumidor
Unilever Brasil Ltda.

Seu nome já faz parte do banco de dados da Unilever para que você possa
receber as informações sobre novos produtos, pesquisas, malas-diretas e
divulgações variadas sobre a empresa e seus produtos. Caso não queira fazer
parte deste cadastro, pedimos que volte a nos escrever e retiraremos seu
nome do banco de dados. Visite o site http://www.unilever.com.br e conheça toda
nossa linha de produtos.

—–Mensagem original—–
De: noemidomin@globo.com
Enviado: 26/04/2010 10:56:50

Para: sac@knorr.com.br
Assunto: Re: KNORR – CALDO PARA ARROZ COM ALHO E CEBOLA

*Cara Betânia,*
**
*Faço parte de uma comunidade imensa de vegetarianos. No Brasil a quantidade
de vegetarianos aumenta muito a cada dia. Basta observar o crescimento do
mercado para esse público.*
**
*Não vou mais consumir os produtos Knorr caso esses tenham um mínimo de vida
animal.*
**
*No caso do produto em pauta, se o objetivo é “tempero”, basta alho, cebola,
cheiro verde, etc. Nada de frango, de galinha, de vaca, etc.*
**
*A praticidade vale muito hoje em dia, com a atual vida corrida de todo
mundo, e o tempero pronto é ótimo, mas vou usar de outras marcas, enquanto o
da Knorr ainda tiver “vida animal”, mas peço que repensem, e retirem esse
item.*
**
*Obrigada*

Em 23 de abril de 2010 15:07,

> escreveu:

Prezada Noemi,

Muito obrigada por dividir conosco sua opinião sobre o Caldo para Arroz com
Alho e Cebola.

Gostaríamos de informar que apesar de haver carne de galinha nesse caldo, a
quantidade é pequena e por isso nossa sugestão é que ele seja usado no
preparo de arroz.

Quanto às sugestões de mudança da frase de Preparado para para Preparado de
e de incluir no título do produto carne de galinha , elas serão encaminhadas
aos responsáveis.

Ressaltamos que a Unilever é uma empresa que presa pela satisfação de seus
consumidores e jamais teria a intenção de causar algum tipo de transtorno.

Nosso atendimento continua à sua disposição. Entre em contato sempre que
desejar!

Atenciosamente,

Betania B. Gattai

Serviço de Atendimento ao Consumidor

Unilever Brasil Ltda.

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divulgações variadas sobre a empresa e seus produtos. Caso não queira fazer
parte deste cadastro, pedimos que volte a nos escrever e retiraremos seu
nome do banco de dados. Visite o site http://www.unilever.com.br e conheça toda
nossa linha de produtos.

—–Mensagem original—–
De: noemidomin@globo.com
Enviado: 12/04/2010 14:05:08
Para: sac@knorr.com.br
Assunto: KNORR – CALDO PARA ARROZ COM ALHO E CEBOLA

Adquiri o produto recentemente e me senti enganada.

O que mais chama a atenção é a descrição, na caixa, CALDO PARA ARROZ COM
ALHO E CEBOLA, no entanto, utilizando fonte bem pequena, está escrito logo
abaixo, PREPARADO *PARA* CALDO DE CEBOLA, ALHO, CARNE DE GALINHA E SALSINHA.

1) O correto seria PREPARADO *DE* ….. ao invés de *PARA*.

2) Se no título maior consta apenas CALDO PARA ARROZ COM ALHO E CEBOLA,
então não deveria conter carne de galinha no produto, ou então, constar no
título CALDO PARA ARROZ COM ALHO, CEBOLA *E CARNE DE GALINHA*.

Tenho grande respeito pelos produtos KNORR, mas essa situação me frustrou
muito.

Noemi Domingues


Alex
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Índia vai banir sapatos de couro nas escolas como "resquício do Estado colonial"

Filed under: 100% natural,anti-ético,couro vegetal,ecológico,saúde,sapatos — мαℓυ™® @ 11:40
India bans leather shoes in schools as 'vestige of colonial rule'
Sapatos de lona e sola de borracha irão substituir os desconfortáveis sapatos de couro, “perigosos para o ambiente”.
O movimento de Conselhos Escolares do país apoia uma campanha de Maneka Gandhi, a nora viúva de Indira Gandhi, que agora é um membro do parlamento pelo partido de oposição Bharatiya Janata. Ela é uma das líderes militantes dos direitos dos animais da Índia e uma feroz opositora do abate de vacas, que são reverenciados entre os hindus.
O Conselho Central de Educação Escolar aceitou a proposta.
Os sapatos de couro preto foram introduzidos como item obrigatório dos uniformes escolares durante o domínio britânico e continuou incontestado desde então.
Segundo a Campanha da People for Animals (PFA), o uso generalizado fez dos alunos os maiores consumidores do país de produtos de couro.
Dezasseis escolas de Madras já proibiram o calçado de couro, como resposta à campanha e desde então os manifestantes  pretendem angariar mais apoio em escolas de Chandigarh, Punjab.
Agora, oficialmente, o governo central têm apoiado a campanha após uma série de cartas da Sra. Gandhi.
” Os indianos foram forçados pelos brtiânicos. Não só não é saudável para as crianças como também ambeintalmente muito perigosa.” escreveu ela. Os sapatos de couro não absovem o suor, obrigam as crianças a mudar de sapatos durante o dia e causa uma pegada de carbono muito maior, disse ela. São também mais caros para os pais.
Gerry Arathoon, o Secretário de CISCE, apoiou a campanha e disse que o conselho acredita que os sapatos de couro ‘fedem’, acomulam o pó, precisam que de limpeza regular com líquido ‘tóxico’, e que os curtumes são uma fonte da doença para os seus funcionários.
Os sapatos de lona, ao contrário, são fáceis de limpar, cômodos, absorvem o suor, são ‘amigos’ das vacas e sem associações coloniais.
 

Extração de Peles Maio 3, 2010

Filed under: alternativas,animais,anti-ético,calçado,PEA,peles,roupa,vestuário — мαℓυ™® @ 18:11

A escravidão, a participação da mulher na sociedade, o tratamento aos portadores de deficiências, o nazismo e muitas outras coisas que aconteciam na antiguidade hoje são consideradas absurdas. Esse fenômeno é chamado pelos historiadores de “evolução”.
Os seres humanos não têm o direito de  torturar e matar outras espécies. Não têm o direito de infringir, desnecessariamente, dor e sofrimento aos animais, mesmo àqueles que não estão em risco de extinção. Há milhares de anos, quando os homens ainda viviam em cavernas, era necessário usar peles de animais para garantir a sua sobrevivência. Há muito tempo não há mais necessidade do uso de peles de animais, que é uma prática pré-histórica. 
Muitas pessoas ainda estão desinformadas em relação ao processo cruel no qual os animais passam para se tornarem um casaco ou suvenir de pele. Outras, mesmo conscientes disso, usam peles de animais motivadas pela vaidade e pela necessidade de afirmação de status. “É possível proteger-se do frio e vestir-se elegantemente sem que seja necessário matar animais”.
No inverno, uma das funções básicas do vestuário é manter-nos aquecidos. Com a evolução na tecnologia têxtil, nos dias de hoje, temos a disposição tecidos muito semelhantes às peles e couro de animal, mas de melhor qualidade térmica. Além disso, o tecido sintético traz benefícios extras como maior durabilidade, facilidade de manutenção, valor mais acessível, menor custo de produção, além de preservar o meio ambiente. Algumas alternativas são o algodão, canvas, náilon, vinil, ultrasuede etc..
Vale lembrar, que ao utilizar pele/couro sintética você passa a mensagem de se preocupar com os animais e com o planeta, sem abrir mão da moda. Ao contrário da pele de origem animal, que definitivamente é fruto de uma indústria fútil, cruel e injustificável. A mudança de hábitos faz bem para a nossa saúde, para o planeta, além de preservar a vida de outras espécies!


Fatos Sobre Indústria de Extração de Peles
Os animais passam suas vidas confinadas em minúsculas gaiolas em condições deploráveis.
Adquirem comportamentos neuróticos como auto-mutilação e canibalismo. Desenvolvem comportamento psicótico batendo a cabeça nas grades da gaiola e movendo-se furiosamente de um lado para o outro.
Sofrem de consangüinidade e nascem com alterações genéticas; deformações e mutações dos órgãos internos e membros. A dieta artificial administrada é causadora de problemas digestivos. A permanência sobre a estrutura de arame das jaulas acarreta lesões e deformidades nas patas. Quando expostos permanentemente, ao ar livre, sofrem com as variações climáticas. O alto nível de stress é responsável por 20% da morte dos animais.
Para a extração da pele, os animais são eletrocutados, asfixiados, envenenados, gazeados, afogados ou estrangulados. Nem todos morrem imediatamente, alguns são esfolados ainda vivos! Em alguns locais, para que as peles fiquem intactas, corta-se a língua do animal deixado-o a sangrar até morrer.
Em regiões onde usam armadilhas, pelo menos 1 em cada 4 animais capturado rói a própria pata na tentativa desesperada de se libertar. Os que conseguem escapar morrem pouco tempo depois por hemorragia, infecção, fome ou mesmo caçados por outros predadores em conseqüência de sua vulnerabilidade. 
Os animais que não conseguem escapar sofrem por vários dias ou semanas. Presos acabam morrendo de fome, frio, desidratação ou atacados por outros predadores. Para não estragar a pele, aquele que ainda estiver vivo na armadilha é asfixiado com os pés.
Pelo menos 5 milhões de animais como cães, gatos, pássaros, esquilos e até mesmo animais de espécies em vias de extinção são acidentalmente apanhados, mutilados e mortos nas armadilhas.
Segundo um estudo da Ford Motor, a produção de um casaco de peles de animais gera grande desperdício de energia em comparação com a confecção de um casaco de pele sintética: gasta-se três vezes mais quando o animal é pego em armadilha e quarenta vezes mais se o animal é criado em cativeiro.



Os Animais em Números
Para fazer um casaco de peles de comprimento médio matam-se:
125 arminhos
100 chinchilas
  70 martas-zibelinas
  50 martas canadianas
  30 ratos almiscarados
  30 sariguéias
  30 coelhos
  27 guaxinins
  17 texugos
  14 lontras
  11 raposas douradas
  11 linces
  09 castores


Perguntas Freqüentes
A indústria de peles é mesmo cruel? Sim. Investigações recentes feitas em fazendas de peles nos Estados Unidos descobriram que os  métodos de criação e abate de animais são cruéis. Muitos animais são mantidos em jaulas imundas e de tamanho inadequado. Têm feridas,  fraturas expostas, infecções respiratórias e tumores cancerígenos que jamais são tratados por veterinários. Para não danificar a pele, há duas formas mais usuais de abate: a quebra da coluna cervical e a eletrocussão anal (uma ferramenta carregada eletricamente é introduzida no reto, literalmente “fritando” os órgãos internos do animal). Algumas vezes os animais ficam apenas atordoados e acordam enquanto estão sendo esfolados, sofrendo dores atrozes ainda vivos.  Animais silvestres que têm seus membros presos em armadilhas sofrem tanta dor que literalmente comem suas patas para tentar escapar. Incapazes de comer, ingerir água ou de se defender contra predadores, passam dias presos. Muitos morrem antes mesmo do caçador chegar para coletá-los. Se sobrevivem, são mortos a pauladas para que se evite qualquer dano à pele.
Não há leis para proteger animais em fazendas de pele? No Brasil, há principalmente criação de chinchilas e coelhos. Existem leis  que proíbem os maus-tratos aos animais, mas o governo federal não dispõe de funcionários que fiscalizem todos os estabelecimentos comerciais. Embora a caça no país seja ilegal, é relativamente comum no Norte e no Nordeste. Peles de onças, jaguatiricas e outros animais da fauna brasileira podem ser encontradas com relativa facilidade.
O que há de errado em usar pele de coelho? Eles não serão mortos de qualquer jeito para virarem alimento? Algumas marcas tentam justificar a venda de peles de coelhos dizendo que são um subproduto da indústria da carne. Na verdade, coelhos jovens são mortos pela indústria alimentícia e coelhos de idade mais avançada são sacrificados pela indústria de peles. Aliás, comer carne de coelho não é um dos hábitos regulares dos brasileiros.  A França mata mais de 70 milhões de coelhos por ano especificamente para a produção de peles. Como no caso de outros animais criados pela indústria de peles, os coelhos são mantidos em gaiolas sujas e pequenas. Passam sua vida equilibrando-se precariamente nos finos arames de suas jaulas, nunca tendo a chance de cavar, pular ou brincar  com animais de sua espécie.  Os métodos de abate são terríveis: os criadores quebram sua coluna cervical ou esmagam seus crânios antes de prendê-los pelos pés e cortar suas cabeças.
É verdade que estão matando cães e gatos na indústria de peles? Sim. Muitas peles vendidas como “peles de coelho” são falsas e, na verdade, pertenciam a cães e gatos mortos em países asiáticos. Estas peles de cães e gatos são rotineiramente exportadas para as Américas e a Europa. Sem um exame de DNA, é impossível saber a qual espécie pertenceram. Portanto, se você usa peles, pode ter literalmente comprado “gato por lebre”. Só uma pergunta: você usaria a pele de seu cachorro?
O que ocorre com as focas canadenses? O governo canadense  autoriza anualmente o abate de focas de menos de três meses de idade sob o pretexto de “controle populacional”. As focas, alegam as autoridades, seriam uma ameaça ao bacalhau, um peixe sob ameaça de extinção. Já foi documentado por cientistas, no entanto, que as focas se alimentam basicamente de lulas, que são predadores do bacalhau. Portanto, teriam uma ação benéfica na preservação do peixe. Na verdade, os bluebacks, filhotes de menos de 12 dias mortos a marretadas, são o alvo preferido dos caçadores porque sua pele branca e macia tem alto valor comercial.  Em 2005, a cota será de um milhão de focas.
A produção de pele sintética não é mais prejudicial ao meio-ambiente do que a de pele animal? Não! Para evitar que se decomponham rapidamente ou se deteriorem no guarda-roupa, as peles animais são tratadas com substâncias químicas altamente tóxicas, que são despejadas em nossas terras aráveis e rios.  Para produzir uma pele de animal, é necessário 60 vezes mais energia do que para produzir um casaco de pele sintética.
Animais criados em fazendas de pele não sofrem tanto. Afinal, nunca conheceram outra vida, não é verdade? Errado! Os animais criados em fazendas de pele são privados de seus comportamentos instintivos básicos. Animais precisam se movimentar, esticar suas pernas, exercitar-se, limpar-se, ter estímulos e vida social. Todos os animais confinados sofrem horrivelmente e começam desde cedo a exibir comportamentos neuróticos, do tédio intenso – muitos adquirem o hábito de andar em círculos—à depressão – que leva à auto-mutilação e ao canibalismo.
Os animais não estão melhores em fazendas do que em seus habitats naturais, onde podem morrer de fome, de doença ou pela ação de predadores? Um argumento similar foi usado para manter os negros como escravos há dois séculos.  O sofrimento dos animais em confinamento é atroz. Em seus habitats naturais, jamais sofreriam tanto.  A selva, para os animais, é sua casa. O fato de que eles podem sofrer não é razão para garantir que sofram no cativeiro. Além disso, em seu habitat natural, os animais estão sujeitos à lei da natureza e cumprem seu ciclo natural de vida.
Posso usar peles que herdei de meus pais ou avós? A moda deveria ser divertida… e usar um casaco feito de pele de um animal morto há décadas é tão triste como usar uma pele produzida recentemente.  Você estará enviando a mesma mensagem para as pessoas à sua volta: a de que criar animais ou prendê-los em armadilhas para que sejam mortos e esfolados é totalmente aceitável.
O que eu faço com meus casacos de pele? Marque a pele com tinta vermelha e doe para um sem-teto, que poderá se proteger do frio das ruas. Doar seus casacos de pele aos necessitados também combate a idéia de que usar pele é símbolo de status e elegância. Você também pode doar suas peles para um abrigo de animais, onde servirão de forração para as camas de cães e gatos aguardando adoção.
O que eu posso fazer para acabar com o sofrimento dos animais na indústria de peles?Não compre peles e envie cartas e e-mails para estilistas que usam peles em suas coleções para que parem com esta prática. Deixe-os saber como você se sente sobre essa prática cruel.
O que há de errado em ter peles de animais no guarda-roupa se usamos rotineiramente couro em nossos calçados e bolsas? De fato, o uso de couro é muito disseminado em todos os lugares do mundo, por isso talvez seja mais difícil erradicá-lo. Já o uso de peles está restrito a uma camada da população. Mesmo assim, aos poucos, cresce a consciência de que usar couro também não é uma prática recomendável. Muita gente já adotou o hábito de substituir seus sapatos e bolsas de couro por produtos similares feitos de artigos sintéticos. Calçados podem ser feitos de tecidos, plásticos e PVC (que tem a aparência de couro).  Bolsas podem ser feitas de tecidos, palha ou couro ecológico (látex ou PVC).
Mas vacas e bois não são mortos para virar alimento de qualquer forma? O número de vegetarianos no mundo cresce dia a dia. O couro é um dos principais produtos derivados da pecuária e, por isso, o sucesso econômico desta atividade está diretamente ligado às vendas de couro. Se as vendas de carne de vaca e de couro caírem simultaneamente, será reduzido o número de bois, vacas e bezerros que são criados em fazendas e sofrem horrivelmente durante o abate.
O couro sintético faz com que meus pés suem muito! Já existem materiais sintéticos que “respiram” e são arejados, como o couro. É o caso do  Chlorenol (chamado de Hydrolite pela Avia ou Durabuck pela Nike), que é usado principalmente em calçados esportivos.  Este material pode até mesmo ser colocado em máquinas de lavar roupa.
Couro sintético é de baixa qualidade. Não é verdade. Muitas indústrias de calçados reconhecidas mundialmente pela qualidade de seus produtos têm linhas de calçados  e acessórios feitos com couro sintético. São elas: Asics; Birkenstock; Capezio (sapatilhas de bailarina); Converse; Diesel; Fila; Harley-Davidson; Keds; New Balance; Nike; Puma; Reebok e  Timberland
A produção de couro não polui menos do que a produção de sintéticos? A produção de couro é altamente poluente. São usados diversos produtos químicos tóxicos no tratamento da pele do animal para evitar que se decomponha. Algumas destas substâncias são: formaldeído, cianureto, cromo, alcatrão, tinturas e óleos diversos.   Estas substâncias acabam poluindo nossas terras aráveis e rios. Segundo o Center for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, há maior incidência de casos de câncer em pessoas que vivem próximas a curtumes.

O que eu faço com calçados, acessórios e casacos de couro que eu já tenho? Muitas pessoas doam seus calçados, acessórios e casacos feitos de couro. A maioria, porém, não têm condições financeiras de se livrar de todos estes artigos de uma só vez e adquirir um novo guarda-roupa. Por isso, substituem aos poucos seus casacos, calçados e acessórios por materiais de couro sintético.  Faça o que for mais adequado para o seu orçamento e consciência. Lembre-se: muitos artigos feitos de couro sintético custam pouco e duram muito mais.

 

Não tenho tempo de procurar por calçados e acessórios que não sejam feitos de couro. Sintéticos, na verdade, são fáceis de achar. Muitas lojas de departamentos oferecem artigos feitos deste material. E o melhor: geralmente têm preços muito acessíveis, são muito bonitos e têm boa durabilidade.  Pergunte ao vendedor.

É errado usar lã? Não é recomendável usar nenhum tipo de vestuário confeccionado com matérias-primas derivadas de animais, como lãs e sedas. Todas as indústrias que usam animais para obter lucro geralmente se preocupam muito pouco com o seu bem-estar. A maior parte da lã vem da Austrália, onde ovelhas são criadas aos milhares. Com poucas semanas de vida, têm suas orelhas perfuradas e suas caudas removidas, sem anestesia.Os machos são castrados de uma forma cruel, quando têm entre duas e oito semanas de vida. São usados anéis de borracha que cortam o suprimento de sangue para os testículos. Este método é considerado extremamente doloroso. Muitas ovelhas morrem de exposição ao sol, frio ou chuva antes de completarem oito semanas. Muitas que sobrevivem morrem por doenças, falta de abrigo ou negligência. Para prevenir fugas, os criadores cortam grandes porções dos músculos das pernas das ovelhas, sem anestesia. Na tosa, é necessário velocidade porque os tosadores são pagos por volume. Por isso, são descuidados e produzem grandes cortes nas peles de animais. Testemunhas já relataram casos em que metade das faces das ovelhas foram arrancadas por tosadores. Se sobrevivem e ficam velhas, andam longos quilômetros a pé para serem embarcadas aos milhares em navios com destino à Ásia e África, onde são abatidas. Nas longas viagens, as ovelhas são amontoadas nos porões e privadas de alimento ou de água. O índice de fatalidades é de 10%. Em países com regulamentação pouco rigorosa de abate, são desmembradas ainda vivas.
É errado usar Seda? Para se obter seda, o bichinho que a produz é fervido vivo para se separar o fio.

O Que Fazer
Você gostaria que o consumo de produtos com peles de animais acabasse?

Evite usar os produtos que são feitos com peles e/ou penas de animais. (Lã, couro, camurça, nobuck também são peles);

Imprima panfletos educacionais e distribua o máximo que puder: Clique Aqui;

Envie e-mails às confecções, donos de loja e fábrica informando que deixarão de comprar seus produtos enquanto continuarem usando peles de animais;

Mobilize as pessoas ao seu redor a fazer o mesmo;

Exija das empresas que parem de confeccionar produtos com peles e comecem a utilizar matérias-primas sem crueldade.

 

Dia Mundial dos Animais em Laboratório Abril 25, 2010

Por Lobo Pasolini (da Redação)

Foto: Divulgação
Hoje em todo mundo ativistas se dedicam a criar consciência sobre o sofrimento dos animais presos em laboratórios onde são submetidos a experimentos cruéis, seguidos de agonia e morte. Não existe como justificar essa barbárie. Se consideramos errado usar seres humanos para esse fim, o mesmo se aplica para os não-humanos.
Os cientistas que busquem outras formas de conduzir testes. E se não conseguirmos a cura de todas as doenças – como nunca vai acontecer mesmo – paciência. Todos iremos morrer, mais cedo ou mais tarde. O importante é fazer dessa vida, do aqui e do agora, um lugar mais justo.
O que fazer?
Evite produtos de limpeza, higiene pessoal e estética testados em animais. Existem muitas opções sem crueldade no mercado.
Evite se medicar excessivamente e sempre busque modos alternativos de se tratar antes de sucumbir a halopatia. Evite o hábito de tomar pílulas – faz mal para você e para os animais presos em laboratórios.
Links relacionados a essa data:
Videos sobre experimentos com animais (em inglês):
Logo da ANDA » Agência de Notícias de Direitos Animais
 

Os sapatos embarrados da maioria Abril 8, 2010

Filed under: animais,anti-ético,sapatos,VAL — мαℓυ™® @ 23:07

Semelhante a um auditório, quem assume a postura de vestir o manto que não traz manchas de sangue animal recebe olhares furiosos, invejosos, amargos e desaprovadores. Sem dizer palavra, o uniforme vegano já provoca uma onda de choque que, conforme a distância, sacode as pratarias da casa das boas famílias. Com a Internet, os olhares viram palavras furiosas ou debochadas, dirigidas a quem não está rebolando no ritmo que agrada a maioria.
Porque há quem prefira não incomodar, contar só as piadas já conhecidas, vestir o que ’se está usando’, mimetizar-se na sociedade. Incapacidade de lidar com a reprovação de um olhar, então incorpora-se ao rebanho humano por adesão.
Então é esse povo, aí fora, que eu preciso fazer entender que os animais estão sendo explorados neste exato instante. Seja em protestos, textos, materiais distribuídos ou menos no exemplo pedagógico de ser algo que eles não são, mas podem ser. O complicado é tentar dar instrução a quem se acha, por idade, já conhecedor de todos os fluxos certos e errados da vida, das engrenagens emperradas e das que deslizam azeitadas, qual escolha facilita as coias, e qual irá sujar os sapatos de barro.
Mas os animais vivem o terror conforme a categoria em que, azar, acabaram nascendo. ‘Com serventia’, apetitoso, para lazer, para trabalhos forçados, para testes, para sadismo, para caça, para testes, para pisar em cima ou jogar veneno, para ferver vivo, para extrair sua liberdade através das tetas cheias de leite, do útero que rende presentes fofos, do cu que fornece ingrediente para o bolo da vovó. E a eles, cabe o olhar de medo frente ao humano que lhe aprisona e faz cálculos desse rendimento ao final do dia, o olhar de procura dos que foram jogados fora, e farejam a família e o lar que, até então, lhe parecia ser o mundo em que viveria para sempre.
Em cada detalhe, é necessário explicar, explicar novamente e até desenhar o que está acontecendo nas 24 horas do dia, para gente que não se interessa em adquirir conhecimento, mas nos parcos fiapos de saber, articula uma crítica que considera devastadora a quem não aceita a exploração animal. Saem decretos sólidos de quem não está inteirado do assunto, mas é contra. Nunca ouviu falar, mas é contra. ‘Sempre viveu assim’, então é contra.
Gente que toma decisões erradas na própria vida, coleciona arrependimentos, dores-de-cabeça e rotas erradas, mas se considera apto não só a debater, mas ter uma posição mais lúcida, mais sensata e razoável do que aqueles que carregam algum catecismo abolicionista sempre à mão, para leitura. Do que aqueles que já descobriram que a mudança na sociedade e na cultura vai ocorrer sob responsabilidade dos preparados, instruídos e bem-intencionados.
Tudo aquilo que hoje é legal mas é imoral, já foi aceito e no futuro será ilegal. Mas a maioria prefere espernear, presa às tradições culinárias, ao cunhado que tem fazenda, ao vizinho que tem loja de sapatos. A maioria, em sua movimentação unicelular, assiste com desprezo a minoria que incomoda, que resolveu espiar por cima do muro, que experimentou sabores, que avaliou os horizontes sem consultar o index.
E os animais aguardam, na coleira diária, na engorda programada por tabelas do Excel, na gaiola do comércio, no fordismo da indústria. A maioira não vê, pois já aprendeu a abstrair o remorso e a culpa em datas, compras, emoções embaladas para presente, bebida e cigarros, embalos e liturgias. Pisa no que não é menor mas está menor, e limpa os sapatos embarrados antes de entrar em casa, todos os dias.

Vanguarda Abolicionista – Marcio de Almeida Bueno